Bom, eu comecei essa história e nem disse quem diabos eu sou. Eu sou aquele que sempre quando está dando tudo errado, dá um jeito de acabar. Acabando bem ou mal, basta a mim decidir. Pode me chamar de Relâmpago, pois sou tão rápido quanto um e brilho como um. Bom, depende do que você considera brilho, um brilho bom ou um brilho mal. Já tive tanta influência na vida das personagens como John, Lance e até o próprio Madrakian I e eles nunca souberam. Um amigo meu, um tanto quanto sombrio, me chama de illuminati de vez em quando ( Quem vem do latim, "iluminado".), ele nunca nem me disse o porque. Bom mas essa é outra história. Depois que nosso caro amigo, o "decepador", descansou após uma longa conversa com Candra. Em seus sonhos, parecia que havia virado realidade e se tornado como eu. Via tudo e a todos. E então começou a ter a visão de duas pessoas num topo de uma montanha. Uma delas deitada, e a outra agachada fazendo movimento com os braços. De repente sua visão pode se ajustar, e viu que era o topo de uma cachoeira, pelo chão úmido e o som estrondante de quebras d'água ali perto. Como estavam num topo de um montanha, é muito impossível ser um rio próximo. O homem agachado, estava lavando as mão na cachoeira. Mas de repente a cachoeira começou a dar sinais da água fraquejando, como se estivesse congelando. Então se levantou, e foi para perto do corpo estirado no chão, como se ele estivesse morto. Ele pegou uma faca da sua calça, e a colocou no pescoço do corpo. E então cortou a garganta, e foi afundando a faca até que decapitasse o corpo imóvel. Andou até a beirada da cachoeira, e John ouviu o homem sussurrando:
- Ágaticos, que queimem por dentro!- E então o homem esticou o seu braço esquerdo, aonde segurava a cabeça e a largou. E John acordou assutado, como se tivesse visto um fantasma. E desesperado correu para o banheiro, e no banheiro havia uma bacia debaixo de um espelho. A bacia estava sendo sustentada por um espiral de ouro. Algum tempo depois isso ficou conhecido como pia. John se debruçou na bacia, e ficou se olhando no espelho. Ele então começou a ter alucinações, e antes onde via seu rosto via o rosto de seu pai. Seus cabelos dourados, e sua cicatriz característica do seu rosto. Depois o rosto mudou, e apareceu um rosto igual ao de John mas só que um pouco mais jovem e a barba diferente da barba de John. John de repente fica pasmo, e grita e dá um soco no espelho atravessando a parede.
- "Matre dufo Mutre, dufo kar."- Disse John em Calamiro antigo.
- O que houve?- Disse Candra que estava na porta o tempo todo, acordou com o barulho que John fez ao sair do sonho.- Por quê você fez isso?
- Candra...- Disse John.-...eu o vejo, nos meus sonhos, minha memória e até no meu reflexo.- John então caiu de joelhos, começando a sair lágrimas de seus olhos. Candra então se abaixou também, e perguntou:
- Quem?- Disse Candra com a mão no rosto de John, com um olhar assustado.
- Drak, Madrakian, O tirano, O demônio de fogo, O genocida de água...- Disse John levantando seu rosto.- ...Escolha um desses.
Candra então fechou seus olhos, respirou fundo, e de repente jogou sua cabeça para frente e beijou John. Este, ficou assustado, mas fechou seus olhos e aproveitou o beijo. Então se levantaram, e John a levantou pelas pernas, e a encostou na parede. John então a direciona para a cama, e tira seu blusão e começa a tirar a camisola que Candra usava. Os dois deitaram na cama, e começaram a fazer sexo como se fossem um casal apaixonado. Um criou então o sentimento pelo o outro, como se se amassem a bastante tempo e aquele seria o ultimo dia de cada um no mundo.
Lance continuava a admirar o céu. Para Lance, ele nunca quis tanto ter um pai quanto agora. E sentia como se tivesse mesmo um pai, que no caso era John. A história pode ter avançado rápido, mas desde aquela época que John encontrou Lance naquele vilarejo já faz dois meses. Foi um mês de viajem só para saírem do nordeste e ir para o norte aonde aconteceu a batalha entre os micales e John. Way foi embora quando Lance tinha apenas sete anos. E depois com dez anos, Marilyn morre. Lance se fechou tanto após isso, que ficou um pouco mais longe até mesmo dos amigos de rua. Baldwin o fez se achegar de novo, pois ele amava Lance como um irmão e odiava ver seu irmão mais novo passar as noites na rua fria sozinho, longe até mesmo da fogueira que faziam, sempre que conseguiam roubar fósforos, sem poder se esquentar. Lance nunca teve a presença de um exemplo masculino além de Baldwin. Mas quando conheceu John, e por caridade John disse que o acolheria, achou que seu pai não seria nada perto dele. Mal sabe ele quem o pai é. Lance voltou para o quarto, e voltou a dormir. No dia seguinte, Lance acordou quase cem por cento melhorado, como se tivesse sido curado instantaneamente pelos curativos de Átemo.
- Bom dia garoto, como se sente?- Diz Átemo, ao perceber a chegada de Lance na sala de jantar, para tomar seu café da manhã. Ele se senta na grande mesa retangular da sala.
- Bem melhor. Obrigado por tudo Senhor Átemo.- Diz o garoto.
- Que isso, mas da próxima vez que me chamar de senhor queimarei sua língua. Se sirva rapaz.
- Desculpe não estou acostumado com tal mordomia. E muito menos com tanta comida.- Respondeu o menino. Ele então pegou um prato, e pegou quatro salsichas, ovos, frutas, bacon, alguns pães e uma jarra inteira de suco de mangala.
- Você come bastante hein garoto.- Disse Átemo soltando uma risada enquanto olhava alguns papéis, e assinava outros.
- Depois de tantos anos comendo uma vez por semana restos no lixo, acho que foi o extinto. Me perdoe.
- Como assim, você não tinha dinheiro para comer?- Perguntou Átemo, soltando a pena no tinteiro.
- É que eu morei na rua por metade da minha vida. Quando meu pai foi embora, eu e minha mãe tínhamos que roubar para comer.- Explicou o menino.- Foi difícil, principalmente para a minha mãe. Infelizmente ela partiu.
- Sua mãe?- Perguntou Átemo, colocando a mão no queixo e coçando.- Você é filho de Way Alberty né?
- Infelizmente, sim.- Disse o garoto com o tom de nojo, e voltando a comer.
- Sua mãe por acaso se chamava Marilyn Nucleovo?- Perguntou Átemo.
- Marilyn sim, mas não sei se esse outro nome aí era dela. Afinal, ela nunca me contou nada sobre sua vida antes de se casar com aquele homem.
- Você odeia ele não é? Que pergunta idiota é claro que odeia, mas que mal lhe pergunte, por quê?- Perguntou Átemo.
- Antes que ele partisse, nós vivíamos bem, não eramos ricos mas pelo menos tínhamos uma vida aceitável.- Começou a explicar a Átemo.- Mas ele partiu e não pode nos defender daqueles homens.
- "Daqueles homens"?- Peguntou Átemo.
- Sim.- Respondeu Lance.- Um dia depois daquele cara sumir, vieram alguns homens e nos puseram para fora e queimaram nossa casa. E depois mataram todos os nossos vizinhos, e queimaram o vilarejo. Não só uma alma ficou viva. E depois, quem restou vivo, os levavam em fileira pra praça do vilarejo, aonde havia ali um chafariz muito bonito. E puseram elas envolta do chafariz, de frente pra eles, ajoelhados. Cortavam as gargantas delas e elas caíam com suas cabeças mortas nas águas do chafariz. E a água que saía do chafariz, era metade água e metade sangue. O sangue daquelas pessoas. Eu não sei o porque, mas deixaram eu e minha mãe assistirmos, e depois foram embora. E aí caminhamos pela estrada, e encontramos bandidos que nos capturaram. Estupraram minha mãe, não só uma noite, mas várias seguidas. Eu era um escravo, e apanhava por diversão para eles. Me humilhavam. Cagavam e mijavam em mim e em minha mãe. Um dia fomos parar no vilarejo aonde John me encontrou. E lá, quando chegou a noite, minha mãe deu um jeito de arranjar uma faca e cortou a garganta de todos eles. E desde então vivemos naquelas ruas daquele vilarejo. E eu acho que de tanto ser estuprada, ela pegou alguma doença, pois sempre vivia doente. Depois de ela matar os homens, eu só tinha ela e os outros mendigos. Um deles se tornou um grande amigo meu, e virou até um Noght. Um ano depois disso ela morreu de alguma doença. E por isso que eu odeio meu pai.
- Nunca mais, enquanto estiver vivo odeie seu pai garoto.- Disse Átemo se levanto com brutalidade.- Seu pai foi um grande amigo meu, tanto meu quanto de John. Nós o conhecemos, e sabemos que ele era um bom homem. Bom o suficiente, que duvido que largaria a esposa e o filho.
- Então você tá querendo dizer em outras palavras que ele não foi embora. Você quer dizer que algo aconteceu que ele não pode ir para casa?- Perguntou o garoto, com a cara pálida.
- Chega de assunto...
- Não, agora eu quero saber.
- CHEGA.- Gritou Átemo.- Quando eu puder te dizer algo garoto, eu direi, mas no momento não posso. Você vai ter um treino especial hoje.
- Treino? De que?
- Esgrima ué, você não usa espada?
- Sim, mas....- Começou a dizer o garoto quando foi interrompido.
- Eu preciso ir agora. Phoenix me espera. Vá no mercado, e compre algumas frutas mutalo para que possa melhorar mais rápido.
- Tudo bem.
- Garoto, desculpe gritar com você.- Disse Átemo ao deixar a sala.
O garoto pareceu não se importar com o grito. Então mais tarde ele foi para a cidade, e parece que nem se importava com o fedor e o mau cheiro. E ele viu um mulher familiar a ele, entrar em uma das casas. E ele logo se tocou de quem era: Lucila.